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União entre cinema e gastronomia

22 de setembro de 2009
Bianka Saccoman

O  filme dinamarquês “A Festa de Babette” (Babettes Gaestebud), de 1987 do diretor Gabriel Axel é lotado de sensibilidade e emoção. Baseado na história de Isak Dinesen e vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988, retrata de maneira singular a maneira das pessoas se relacionarem com os alimentos.

babette

O filme situa-se no século 19, mostra a Dinamarca fechada em suas limitações econômicas. Babette (Stéphane Audran) exila-se numa aldeia de pescadores na península da Jutlândia, no norte da Dinamarca. É acolhida por duas irmãs solteiras, humildes, bondosas, extremamente religiosas – filhas de um pastor – que abdicaram da vaidade e do casamento para se dedicar ao serviço comunitário. Babette começa a trabalhar como empregada para as irmãs.

A criada francesa das irmãs Philippa (Bodil Kjer) e Martina (Brigitte Federspiel) havia fugido durante a guerra civil francesa em 1871, após perder marido e filho. Babette era cozinheira do sofisticado restaurante Café Anglais.

Instalada no novo país, Babette, entra cada vez mais em contato com a cultura dinamarquesa e afasta-se de suas raízes francesas. É no jantar oferecido pelas irmãs em comemoração ao aniversário de seu pai – que se estivesse vivo, completaria 100 anos – que retoma o contato com a cultura francesa, através da gastronomia, evocando sensações anteriormente desconhecidas pelos convidados.

Festa_Babette_7

Babette gasta todo dinheiro ganho de um bilhete premiado de loteria no jantar. Ela prepara um verdadeiro banquete francês. Encomenda da França vinhos, champanhes, carnes e temperos especiais (como codornas e tartaruga). A famosa receita de codorna utilizada por Babette no filme cailles en sarcophage e blinis (espécie de panqueca) com caviar e creme de leite estão entre as mais reconhecidas. É no momento do banquete que as personagens do filme revelam seus bons sentimentos, suas origens e seu passado.      

Os pratos do jantar são servidos de maneira que o espectador sinta-se sentado à mesa. Diante de tantos sabores e experiências, um dos convidados, o general Lorenz, revela que só havia saboreado um jantar como este, preparado pela maior chefe de cozinha da França. Neste momento, o espectador descobre a identidade esquecida de Babette. 

Neste filme, a gastronomia francesa representa a arte, representa a cultura. Em comemoração ao ano da França no Brasil, vale a pena conferir este delicioso banquete cinematográfico.

 

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