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É devagar, devagarinho…

28 de outubro de 2009
Bianka Saccoman

 É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.
Carlo Petrini, fundador do Slow Food

símboloEm contrapartida ao acelerado ritmo atual, a Slow Food (expressão em inglês que se contrapõe a fast-food), busca uma nova forma de se apreciar os alimentos, percebendo os ingredientes e as escolhas alimentares. O movimento surge como resposta à aceleração do tempo. Porém, a proposta do movimento não é comer em câmera lenta, ele busca combater a homogeneização do paladar e das espécies.

O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, que combina o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. Atualmente, o movimento conta cerca de 100.000 associados.

A proposta de conseguir tempo para conseguir saborear os alimentos foi fundada pelo jornalista Carlo Petrini emslow-food 1986, na Itália. No ano de 1989, o Slow Food, tornou-se uma associação internacional sem fins lucrativos.

O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção.

O movimento acredita que o alimento deve ter bom sabor; cultivado de maneira orgânica, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente e os animais; e os produtores devem ser justamente remunerados. Uma visão um tanto utópica, já que de acordo com estudos, o Brasil lidera o uso mundial de agrotóxicos. Além do mais, os alimentos sem fertilizantes químicos ou agrotóxicos ainda são bastante caros em relação aos outros que contêm agrotóxicos, de maneira que a maior parcela da população não pode usufruir dos alimentos orgânicos.

O movimento promove ações no Brasil para a preservação de ingredientes regionais, assim como, a manutenção das áreas onde eles se constituem. Uma dessas ações é a Fortaleza do Guaraná Nativo Sateré-Mawé, que promove a preservação do autêntico guaraná amazônico e possui apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Para quem se interessar em aderir ao movimento, é necessário a leitura do Manual do Slow Food que apresenta uma visão geral da associação. O livro contém textos e imagens sobre a história, a filosofia e a missão do Slow Food.

Outra iniciativa bastante interessante do movimento é a Arca do Gosto, um catálogo mundial que localiza e divulga produtos ameaçados de extinção, mas que apresentam potencialidades produtivas e comerciais. O objetivo é documentar produtos gastronômicos especiais, que correm o risco de desaparecer. Desde o início da iniciativa em 1996, mais de 750 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca. Entre os produtos brasileiros encontra-se o peixe pirarucu, conhecido como o “Gigante Amazônico”; o palmito Jussara, que é a espécie de palmito mais ameaçada de extinção; e a receita Marmelada de Santa Luzia, típica do estado de Goiás.

O documentário Terra Madre, do diretor Ermanno Olmi, 2008 apresenta o encontro internacional Terra Madre, promovido pelo Slow Food na Itália que reuniu ativistas e pequenos produtores de mais de 150 países.

Não há um estabelecimento comercial Slow Food, o que existe são donos e chefes adeptos à filosofia.

O restaurante Tordesillhas trabalha com ingredientes que vêm de lugares bem cuidados e sustentáveis, assim como o restaurante que privilegia pratos simples Julia Gastronomia,  o mediterâneo La Table O. & Co, e a pizzaria na Granja Viana João do Grão.

 Para mais informações, visite o site do Slow Food Brasil

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