Archive for novembro \30\UTC 2009

h1

Branco, tinto ou espumante?

30 de novembro de 2009
Adriana Cortez

Para uma ceia de Natal bem organizada a escolha das bebidas é parte importante. Os vinhos são bem vistos para essa ocasião, mas qualquer vinho pode ser servido durante a refeição?

Os vinhos brancos produzidos com a uva riesling, de origem alemã, acompanham tanto a salada como o prato principal, que normalmente é peru ou tender. Por ser uma comida encorpada e de sabor acentuado é necessária uma bebida mais leve. Se você quiser uma opção nacional, os feitos de chardonnay são uma ótima escolha já que são refrescantes.

Esse tipo de vinho, tanto nacional como importado devem ser servidos a uma temperatura bem baixa e durante a ceia podem ser mantidos em um balde de gelo, conservando o sabor.

Já os vinhos tintos de preferência para os tipos frutados, como portugueses mais simples e argentinos de uva malbec.

O champanhe e os vinhos espumantes são os mais esperados da noite, já que são abertos tradicionalmente na hora do brinde, mas muita gente confunde champanhe com espumante.

Só podem ser chamados de champanhe aqueles vinhos espumantes produzidos na região de Champanhe, na França. Os outros países adotaram uma denominação para esse tipo de vinho: na Itália é prosecco e na Espanha é cava. No Brasil é conhecido como espumante.

Além da hora do brinde eles podem aparecer em outros momentos da noite em várias versões: rose, secos (brut), meio doce (demi-sec) e doce. Os roses normalmente são servidos com aperitivos, os secos para acompanhar pratos que levam peixes e frutos do mar e os doces na hora da sobremesa.

Anúncios
h1

Quente ou frio?

28 de novembro de 2009
Adriana Cortez

Uma salada de folhas com ingredientes quentes não parece nada convidativa principalmente no verão. Em um país onde as temperaturas podem bater os 35ºC, as pessoas querem mais é algo refrescante.

Mas quem disse que elementos mornos não podem deixá-la ainda mais apetitosa? Frango, peixes e frutos do mar grelhados combinados com verduras, temperos e frutas mantém as características de frescor da salada.

Na Tailândia, por exemplo, é costume brincar com essa mistura de quente e frio no mesmo prato. O resultado é surpreendente, sabores contrastantes e mais elaborados.

Para quem experimenta a salada morna não precisa de outro prato, parece ter feito uma refeição completa. A leveza das hortaliças e um pouquinho de comida quente dão essa sensação. Experimente a salada de camarão com abóbora e para acompanhar um suco de abacaxi com hortelã, tudo típico do verão brasileiro.

Salada de camarão com abóbora

Ingredientes – Salada: ½ abóbora japonesa, 400 ml de leite de coco, 1 litro de água
20 camarões grandes, Mix de folhas (rúcula, alface roxa, alface friz), sal e pimenta-do-reino a gosto, suco de um limão, gergelim para salpicar

Marinada – 1 dente de alho, 3 ramos de endro, 100 ml de vinagre, 50 ml de azeite de oliva, 4 colheres (chá) de açúcar, 1 colher (chá) de sal, 1 pimenta dedo-de-moça (sem as sementes)

Molho – Suco de 2 laranjas, 1 colher (chá) de mostarda, sal e folhas de coentro a gosto

Modo de preparar:  Cortar a abóbora com a casca em lâminas finas no formato meia lua. Levar ao fogo o leite de coco e a água mais uma pitada de sal. Cozinhar as lâminas de abóbora aos poucos até que fiquem al dente. Em seguida, misturar os ingredientes da marinada e espalhar sobre as lâminas de abóbora já cozidas. Deixar esfriar e conservar em geladeira. Para fazer o molho, misturar todos os ingredientes, mexer e reservar. Temperar os camarões com sal, limão e pimenta-do-reino. Grelhar rapidamente em uma chapa. Na montagem, colocar as lâminas de abóbora dispostas no fundo do prato. Por cima, dispor o mix de folhas e regar com o molho. Por fim, acrescentar os camarões ainda quentes e salpicar um pouco de gergelim.

Suco de abacaxi com hortelã:

Ingredientes: 1/2 xícara (chá) de abacaxi descascado e picado, 200 ml de água,
5 folhas de hortelã, adoçante e gelo a gosto

Modo de Preparo – No liquidificador, junte todos os ingredientes e bata até obter um líquido homogêneo. Desligue o liquidificador e transfira o suco para um copo. Sirva a seguir.

h1

Dourada como ouro

27 de novembro de 2009
Adriana Cortez

Rubus idaeus, popularmente conhecida como framboesa, possui mais de 300 variedades e é natural da Europa, América do Norte e Ásia. Suas cores variam do vermelho vivo ao negro, passando pelo púrpura mas a novidade é a cor dourada.

Ela surgiu inexplicavelmente, nem o mais experiente dos botânicos sabe ao certo explicar o ouro no meio de uma florada de framboesas vermelhas. A primeira impressão que a framboesa dourada passou foi a de estar estragada e que não servia para o consumo por não ter a pigmentação vermelha.

A variedade dourada existe a pouco mais de 80 anos, é mais delicada que as outras e começou a ser cultivada nos Estados Unidos comercialmente há 30 anos. Ela possui um sabor e personalidade particulares e é fruto de uma mutação genética: o albinismo.

No Brasil é cultivada na encosta de uma montanha com vista para a Pedra do Baú, na região de Campos do Jordão. A plantação ainda pequena é coberta por essa fruta doce e quase cremosa, que é colhida manualmente.

A maior parte da produção destina-se ao consumo interno, como sucos, geléias e doces, mas a meta é aumentar a produção no ano que vem. Se você tiver a oportunidade não deixe de prová-la direto do pé, seu amarelo ouro provoca uma sensação incomum na boca.

Geleia dourada

Ingredientes: 500g de framboesa dourada, 350g de açúcar, 1 maçã pequena, sem casca e cortada em cubinhos.

Preparo: Ponha todos os ingredientes em uma panela grande. Leve ao fogo bem baixo. Durante todo o processo, não deixe de mexer. Quando a mistura atingir ponto de fio, desligue o fogo. A consistência será meio líquida. Ainda quente, transfira a geleia para um vidro esterilizado com tampa. Ela estará pronta para consumo após esfriar completamente em temperatura ambiente. Conserve na geladeira.

h1

O leite para moças

26 de novembro de 2009
Mariana Buck

O hábito de comer doces, uma herança de nossos colonizadores, chegou no Brasil e se instalou com a família real portuguesa no século XIX. Nesta época, a mulher brasileira vivia confinada ao lar e para dar vasão à criatividade e inveção, as mulheres se dedicavam a preparaçao de deliciosas receitas elaboradas e.

Como a maior parte das receitas tinham o leite como ingrediente, o preparo era demorado e Exigia paciência pois para dar o ponto o leite Deveria entrar em ebulição, mas sempre lentamente com fogo brando. Eram horas mexendo, depois esfriar para uma espera, sem contar uma ansiedade para ver o resultado. A elaboração de sobremesas foi revolucinada pela chegada do leite condesado ao Brasil, em 1890.

Invenção suiça, de Henri Nestlé, o leite condesado era e ainda é, leite concentrado que Possui uma textura cremosa e macia com um gosto doce. Esta delícia quando chegou era vendida aqui na Drogaria São Paulo e era visto como um bom alimento para crianças. Henri Nestlé já era conhecido na época por sua farinha láctea, um produto indicado ao consumo feminino e adorado por elas.

No início, o leite condensado era importado eo rótulo não continha informações em português. As Mulheres na hora da compra se referiam ao produto como “leite da moça”, Devido a ilustração feminina rótulo nenhum.

Em 1921, a primeira fábrica de produção foi aberta em Araras, em São Paulo. A partir daí o leite condensado mudou de rótulo, conforme informações passaram um ser escritas em português e Heri Nestlé não hesitou em colocar o nome de leite moça “.

O “leite moça” Tornou mais fácil, rápido e saboroso o preparo dos doces da Maioria. Ele se consagrou e é adorado pela população brasileira, tanto mulheres, homens, crianças quanto senhores e senhoras. Em comemoração à tantos anos adoçando a vida eo paladar do brasileiro, o “leite moça” Reproduzindo está em suas atuais latas históricos, rótulos.

Falando em doce e aproveitando o post anterior, de Bianka Saccoman, Adeus Ano Velho!que fala sobre a união da superstição com as comidas de final de ano, fica a receita de um doce saboroso, que tem como estrelas o leite condesado e as uvas auspiciosas.

Uvas com Brigadeiro:

Ingredientes: uma lata de leite condensado, uma lata de creme de leite, 4 colheres de achocolatado, uma colher de sopa de margarina e 600 gramas de uvas Tompson.

Modo de preparo: Coloque o leite condesado em uma panela, acresecente uma margarina eo achocolatado. Mexa em fogo baixo até a mistura ficar em ponto de brigadeiro. Espere amornar, misture o creme de leite com o soro e mexa para incorporar bem. Atenção, é importante colocar o creme de leite quando o brigadeiro Estiver morno, para que ele incorpore o brigadeiro com. Espere esfriar um mistura e coloque sobre as uvas (lavadas e secas) em um pirex. Leve a geladeira e deixe gelar por 4 horas. Está pronto para servir.

h1

Adeus ano velho!

25 de novembro de 2009
Bianka Saccoman

Estourar o champanhe, pular as sete ondas, usar roupas brancas, carregar folhas de louro na carteira…

Falta pouco mais de um mês para a chegada do próximo ano. E é exatamente no momento da virada que praticamente todo brasileiro torna-se supersticioso. Grande parte das superstições encontra-se presente na mesa, a reunião de bons pensamentos e desejos de prosperidade também é introduzida no cardápio da virada

A seleção de alimentos é abundante, cada um possui seu significado particular. O Brasil, por ser um país com uma imensa variedade de culturas, acabou absorvendo muitas delas e incorporando aspectos gastronômicos de outros países em seu cardápio de Ano Novo.

Arroz simboliza a riqueza, a abundância e a fertilidade. Acredita-se que os grãos dobram de tamanho depois de cozidos, o que justificaria sua associação com a fartura. Em países como a Coréia, Japão e Líbano ele é consumido para obter sorte. No Líbano além do arroz, é costume ingerir apenas alimentos brancos na noite da passagem.  No Japão, o arroz entra na receita do moti (bolinhos em versões ornamentadas que são ofertadas aos antepassados em altares) que são servidos como iguaria típica desta época para garantir sorte e proteção para o ano inteiro.

Nas famílias italianas, a lentilha é presença garantida. Ela é sinal de boa sorte e prosperidade financeira. No Brasil e no Chile, algumas pessoas acreditam que a lentilha deve ser a primeira coisa a ser consumida na ceia, logo após a meia-noite, para que não falte dinheiro durante o ano que está chegando, muitas pessoas têm até o costuma de comer a receita em cima de mesas ou cadeiras para reforçar mais ainda o desejo de “subir na vida” no ano que virá.

 

O champanhe é a bebida que não pode faltar na comemoração. As primeiras celebrações com a bebida aconteceram no palácio de Versalhes, na França. Napoleão teria dito que ele era “merecido na vitória e necessário na derrota”. Beber o conteúdo da taça e jogar o final atrás do ombro direito representa deixar o ano que se passou para trás, e aquele que acidentalmente se molhar, terá sorte o ano inteiro.

Quanto às carnes, não é costume ingerir aves (ao contrário da farta ceia de Natal, que conta com diversos tipos delas), para os supersticiosos, as aves são animais que ciscam para trás, o que indica retrocesso e atraso na vida. O porco é um animal que está sempre andando e fuçando para frente e, por isso, é visto como um símbolo de prosperidade.
Além disso, seu alto teor de gordura remete à fartura e à riqueza. Confira a receita de patê feito com carne de porco, uma sugestão rápida e prática que pode ser oferecido como entrada na ceia.

As características árabes foram trazidas pelos imigrantes e na refeição de Ano Novo são expressas nas nozes, avelãs, castanhas e tâmaras, ingeridas para garantir fartura.

A uva é a fruta mais conhecida por trazer boa sorte no Ano Novo. Cada pessoa deve comer 12 uvas, uma para cada mês do ano, e para cada uva deve ser feito um pedido especial. O vinho, por ser feito de uvas, já carregam uma significação positiva e otimista. Eles são consumidos, acompanhando os pratos.

Merengues, suspiros, mel de abelhas e cerejas “adoçam” o ano que está por vir.

Além da passagem do ano, em outras datas também são consumidos alimentos específicos ligados à superstição.  Os portugueses não abrem mão de sua fatia de bolo de Reis no dia 6 de janeiro. A receita leva frutas cristalizadas, cereja, nozes, figo, pêssego e um ingrediente especial: um brinde. Coloca-se na massa do bolo ainda crua uma prenda (geralmente uma aliança, sinal de sorte e fortuna) e uma fava. O afortunado que for contemplado em sua porção com a fava é obrigado a presentear alguém com um bolo no ano seguinte, enquanto quem pega a fatia com a prenda, garante sorte durante todo o ano.

Ou então, a prática italiana (mas bastante realizada no Brasil) de comer o nhoque da fartura dia 29, acompanhado do ritual de colocar dinheiro em baixo do prato e comer os setes primeiros pedaçinhos em pé. A história conta que, certo dia 29 na Itália, um andarilho bateu na porta de uma casa na busca de um prato de comida. A família era grande e tinha pouca comida, mas apesar disso eles não se importaram em dividir o seu nhoque com o andarilho, São Genaro. Ao repartir, a família pôde ingerir sete pedaços cada um. Após saborear o nhoque, São Genaro, satisfeito, agradeceu e partiu. Quando foram recolher os pratos descobriram que em baixo de cada um havia notas de dinheiro.

 

h1

Não é só vitamina C

24 de novembro de 2009
Adriana Cortez

Sinônimo de vitamina C, a laranja surgiu na Ásia, mais precisamente na Malásia, Indonésia e Filipinas, também se especula seu surgimento no sul da China onde se sabe que a fruta já era conhecida há 4 mil anos atrás.

No Brasil, a laranja chegou através dos colonizadores portugueses no século 16 e se adaptou tão bem que hoje nós lideramos a produção mundial, dominando 33% do mercado.

A fruta contém além da vitamina C (duas laranjas por dia fornecem a quantidade total de vitamina C de que o organismo precisa), grandes quantidades de cálcio, potássio, sódio e fósforo.  As vitaminas do complexo B e do complexo A também estão presentes, juntamente com açúcares simples e fontes de energia.

Existem centenas de tipos de laranja, mas somente duas espécies distintas: a Citrus sinensis, laranjas mais doces, como a laranja-lima, e a Citrus aurantium, as laranjas mais azedas. Já a grapefruit (Citrus paradisi) é uma prima da laranja, sendo maior e mais amarga.

As laranjas mais conhecidas são:
Bahia Surgiu no século 19 de uma mutação natural no estado da Bahia, é uma das mais utilizadas no preparo de receitas doces e salgadas, por não possuir sementes e ser bem fácil de descascar.

Seleta – É pouco ácida, tem polpa suculenta e casca amarelo-clara. Muitos acreditam que a laranja seleta deu origem a laranja Bahia, por serem muito parecidas.

Lima – Por ser muito doce esse tipo de laranja é recomendado para crianças pequenas e para pessoas com problemas digestivos.  

Pêra – essa laranja é menor que as outras e seu sabor varia de levemente doce para levemente azedo, ela é muito usada no preparo de sucos e comidas. É a mais importante, pois responde por cerca de 70% da produção brasileira. 

 Muitas pessoas não sabem como comprar, armazenar, cortar a laranja, por isso separamos algumas dicas: ao escolher a laranja, dê preferência as mais pesadas, pois elas têm mais suco. Não deixe de observar a casca da fruta, algumas devem ser mais lisas e outras mais porosas. Para o armazenamento seguro, a laranja deve estar em local fresco e arejado, preferencialmente fora da geladeira. Quando for cortar a laranja, use uma faca de aço, pois outros metais quando em contato oxidam a vitamina C. Quanto ao suco, ele deve ser consumido imediatamente e estar fresco ou gelado senão perde a vitamina C, por isso que as receitas à base de laranja não são consideradas fontes de vitamina.

h1

A rapadura é nossa!

22 de novembro de 2009
Mariana Buck

A cana-de-açúcar, é uma gramínea proveniente do sudeste asiático. Os indianos há cerca de 3 mil anos atrás descobriram que o xarope extraído da cana (moída), quando  fervido dava origem ao açúcar mascavo.

No século XVI chegaram ao Brasil os portugueses e junto com eles, a cana-de-açúcar. Neste período, nasceram os engenhos para produção de açucar, uma especiaria muito valorizada na época.

A cana era colhida e processada, a partir daí seu suco (garapa) era extraído e passava for um processo de fervura que fazia com que o açúcar, natural da cana, se cristalizasse. A camada superior, mais clara, era retirada para comercialização e consumo dos Senhores de Engenho. A camada inferior, que passava alguns dias a mais Depurando, era raspada e  consumida, em lascas,  pelos escravos. O nome rapadura é proveniente desta forma de consumo. Seu preparo em forma de tabletes, é elaborado apenas alguns séculos mais tarde, por volta do século XVII, com o objetivo de facilitar o transporte e aumentar seu tempo de durabilidade.

Alimento rico nutricionalmente, a rapadura é dez vezes mais rica em sais minerais  do que o açúcar branco. Além disso, é rica em carboidratos, como sacarose, glicose e frutose, sendo caracterizada como ótima fonte de energia. Tem mais, a rapadura ainda é rica em vitaminas, como B1, B2, B5, B6 , C , D2, E e PP. 

Atualmente, o sitema de produção da rapadura é de baixo custo, é vinculado à propriedades familiares – na maioria das vezes. Isso torna difícil uma padronização da produção. A região nordeste do país, é responsável por 67% da produção nacional, sendo o Ceará  seu principal produtor.

Mas a rapadura, não é produzida somente em território brasileiro. Mais de 30 Países estão nesta lista, e quem lidera é um a Índia, responsável por 67% desta produção. O Brasil está em sétimo nesta lista, com uma produção de 80 mil toneladas por ano e consumo de 1,4 quilos por habitante, anulamente.

Aproveitando o espaço aberto pelo post anterior de Bianka Saccoman, Patrimônio gastronômico cultural, é impossível deixar de falar sobre a empresa alemã Rapunzel Naturkost, que em 1989, patenteou a Rapadura – exigindo royalties a quem desejasse comercializar o doce.

A descoberta deste registro, veio à tona apenas em 2006. E causou indignação, na época pedidos de anulação da patente foram enviados ao Itamaraty, Ministério Público Federal e à embaixada da Alemanha. A Ordem dos Advogados do Brasil ( OAB), tomou as dores do produtores brasileiros e resloveu processar a empresa, por violação do Tratado de Paris – que não permite aos países signatários patentear algo que seja patrimônio de um país. Portanto, se uniram ao clamor nordestino “a rapadura é nossa”. Após longas negociações, a empresa alemã renunciou o registro.

A rapadura deveria ser proclamada, assim como o acarajé, patrimônio imaterial da nação, para que os brasileiros possam preservar seu patrimônio cultural. Para os interessados, a rapadura possui até um museu. Faz parte da Universidade Federal da Paraíba no Centro de Ciências Agrárias Campus III , é o Museu da Rapadura. Instalado em 1978 ( em um antigo Engenho), composto por dois prédios, este museu guarda a história sócio-cultural do ciclo da cana de açúcar na região.