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Verde, amarelo e… BRANCO!

14 de novembro de 2009
Bianka Saccoman

Queiram ou não queiram seus adversários, a cachaça é: Uma utilidade pública brasileira; dado histórico nacional e remédio que não se compra nas farmácias e costuma produzir muito mais efeito que as drogas sofisticadas, com suas bulas herméticas. Não lhe faço apologia, de que não precisa. Registro sua presença cultural, seu fascínio sobre a mente do povo.

Carlos Drummond de Andrade

cachacaria-agua-doceÁgua-que-passarinho-não-bebe, pinga, branquinha, cabreira, arrebenta-peito. A cachaça é considerada a bebida destilada mais emblemática brasileira, um dos maiores itens da cultura brasileira. Sua importância para o Brasil pode ser comparada com a tequila no México, e o champanhe na França. Está presente em festas de batizado e velórios no meio rural, assim como no preparo de medicamentos populares – “garrafadas” – e rituais religiosos, como utilizada no candomblé.

Sobre a origem da bebida, registros apontam a descoberta feita por acaso entre 1532 e 1548 na Capitania de São Vicente. As primeiras destilarias de cachaça surgiram nos séculos XVI e XVII com o nome de “casas de cozer méis”, que se multiplicaram rapidamente, pela facilidade de já existirem engenhos para produção de açúcar e rapadura.

Durante o processo, o caldo de cana era fervido em tachos, para que pudesse ser limpo e concentrado em uma massa espessa, a camada que sobressaía, uma espécie de borra era retirada. Esta borra acumulada fermentava, transformando-se em uma “garapa azeda” ou em um “vinho de cana”, que era servida como complemento da alimentação. Supõe-se que a destilação desta garapa azeda, em alambiques de barro, deu origem a Cachaça que conhecemos hoje.

Com o passar do tempo, as técnicas de produção foram aperfeiçoadas, a bebida passou a ser destilada em alambiques de cobre e chamada de Aguardente de Cana; ganhou fama e passou a frequentar tanto a Senzala como a Casa Grande e a ser apreciada também por visitantes ilustres e autoridades. Era então consumida em banquetes e festas populares e começou a ganhar fama em outros países.

A cachaça se sofisticou e entrou no mercado internacional para competir com outras bebidas destiladas. Atualmente a cachaça é a segunda bebida mais consumida no Brasil, perdendo apenas para a cerveja, e a terceira bebida destilada mais consumida no mundo, superada pela vodka e pelo soju (bebida de origem coreana bastante difundida no oriente).

cachaca2

Quando degustada, a bebida ao ser colocada no copo deve formar bolhas de ar; o líquido deve ser transparente, mesmo que a cachaça seja envelhecida; a consistência deve ser licorosa; para evitar a sensação de queimação, o truque é soltar o ar antes de beber e só depois aspirar novamente. Porém, o amargor e a acidez em excesso, que provocam a sensação de “queimar” na garganta, são características indesejadas na bebida.

O Bar do Arnesto na Vila Olímpia possui uma imensa coleção de cachaças, São mais de 500 rótulos de dezessete estados. Já o Bar Birô, próximo à estação Paraíso do metrô, reúne 138 marcas de cachaça, a maioria delas mineiras. A rede Cachaçaria Água Doce que possui quase 100 unidades espalhadas pelo Brasil, conta em seu cardápio aproximadamente 300 rótulos da bebida.

Para comemorar os 100 anos do Corinthians, que ocorre em 2010, a Case Sports acaba de lançar uma cachaça chamada de A Corinthiana, que vem com o emblema do clube. A bebida fica disponível em três versões (prata, ouro e premium), com preços que variam de R$ 30 a R$ 65. Os produtos estão à venda nas lojas Roxos e Doentes (unidades Itaquera e Parque São Jorge), e, em alguns dias, também ficarão disponíveis no site na loja.

A Corinthiana

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